as pedras nem sempre são obstáculos
as pedras podem calçar os caminhos
as pedras nem sempre devem ser atiradas
podemos cair nelas,
nos machucamos
mas podemos costruir,
com as pedras do nosso caminho.
quarta-feira, 19 de março de 2008
domingo, 9 de março de 2008
Humano erro
terça-feira, 12 de fevereiro de 2008
Uma dose
Suspirei, pensei
Suspirei, esqueci
O que? não sei
Converti tudo em doses de martini
O doce, o amargo, o queimor
tudo resumido numa dose
e nada mais.
Ao sentar não quiz mais levantar
mas ao levantar
mais nunca parei de andar
segui pelo caminho das pedras
cambaliei, cai e levantei.
Suspirei, esqueci
O que? não sei
Converti tudo em doses de martini
O doce, o amargo, o queimor
tudo resumido numa dose
e nada mais.
Ao sentar não quiz mais levantar
mas ao levantar
mais nunca parei de andar
segui pelo caminho das pedras
cambaliei, cai e levantei.
quarta-feira, 6 de fevereiro de 2008

Eu quero falar ...
dos amores que não amei
dos drinks que não bebi
dos lugares que nunca visitei
das mudanças que nunca mudaram
das pessoas que nunca conheci...
Nos passos nunca dados
fui a lugar nenhum
Nas conversas nunca ditas
do silencio nunca passou...
Acreditei no final
este pois,
nunca chegou ao fim
o que posso fazer?
quarta-feira, 30 de janeiro de 2008
Beberemos e comemoremos

Todos os momentos são únicos
todas as pessoas são unicas
todos os sentimentos...
parecem iguais
mas também estes são únicos.
Comemoramos muitas coisas
choramos, rimos e bebemos
abraçamos e beijamos
sentimos.
Somos únicos, porém multiplos
somos tudo, somos um só.
Seguimos em inumeras trilhas
cruzando com inumeras variantes.
Então cruze caminhos
e beba do calice das suas esperiencias.
*O que temos é o presente então, desembrulhe e aproveite.
Pois o passado já passou...o futuro...é como dizem, "A Deus pertenca"
então, não é bonito cobiçar o que é dos outro.
Felicidades hoje e sempre.
Bjs Ales
quinta-feira, 24 de janeiro de 2008
O ser
Qual a linha que separa a loucura da sanidade?
Será que ao sentar na janela da minha casa verde, vendo várias pessoas passando, me pego pensando o que elas são "Qual problema passa na cabeça desse senhor?" "Será que dormiu bem aquela senhora?"
Acabei caindo na armadilha de observação e quem sabe uma tentativa de adivinhação. Mas a rua esta calma, ou seja, nada de mais, nada que possa dizer que fugiu dos padrões de se dizer "anormal".
Dia ensolarado, os pássaros continuam cantando, as flores ainda exalam suas essências, as árvores ainda faz-se cair as folhas.
O cara que mora na casa branca, lava seu carro, como sempre... com muito esmero, quase como se tivesse ele mesmo se lavando.
Resolvi então sair de casa, sem direção certa, apenas com algum dinheiro na bolsa e a maquina fotográfica para registrar algo.
Na rua mais uma vez me dei conta que não sou parte isolada do mundo. Que de alguma forma faço a diferença, que ao conhecer uma pessoa não só ela ganha mais uma pessoa (quem sabe na melhor das hipóteses), um amigo, eu também acabo ganhando.
Me lembro de ter conhecido uma pessoa muito especial a algum tempo atras, Um verdadeiro amigo, conselheiro, um anjo... Uma daquelas pessoas que nunca esquecemos, que nos abraça som um sorriso e nos reprime com um olhar.
Ainda na rua, olhava as pessoas apressadamente, passando umas entre as outras. Resolvi então parar um pouco, sentar no banco da praça, e pude ver as mais diversas pessoas...
Mas, uma coisa depois de quase uma hora sentada, me chamou a atenção. Uma moça muito bonita e elegantemente vestida. Não consegui ver o rosto, mas aparentava ser um rosto conhecido.
Acompanhei-a com os olhos por mais de um minuto e resolvi segui-la, não sei o que me deu, mas eu a segui. Tentava não me distrai com nada, pois tinha medo de perde-lá, mas pro uma fração mínima de segundos olhei para o lado, quando voltei ao meu foco inicial, este já havia desaparecido.
Apesar de andar mais um pouco, procurei em todas as direções, não achei mais ninguém, nem semelhante, nem sombra, nem nada.
Resolvi sentar agora em outro banco, o sol estava ainda forte, mas por causa do bom humor do vento, não fazia calor. Olhei para a almendeira, para suas enormes folhas, foi quando olhei para o raio de sol que começava a me "consumir" pelos pés. Olhei para o céu e percebi o quanto nós somos egocêntricos.
Ainda hoje dizemos indiretamente que o sol que gira em torno da terra. O sol é q nasce. E é também o sol que se põe. Incrível como não perdemos o habito de descrevê-lo com as nossas vontades.
Com essa reflexão toda, me tornei momentaneamente uma defensora dos astros, cometas e estrelas oprimidas e indefesas.
Ri do meu alto grau que levei meu pensamento.!!!!!
Mas minha maior vontade na verdade, era poder me desligar por um grande momento dos meus pensamentos. Quase um estado que se assemelha a meditação dos monges tibetanos. Sem dor, sem ouvir, sem pensar...apenas me desligar do mundo, do meu mundo... Mas meditação exige muita da pessoa - disciplina e paciência - duas coisas qie se aprende com o tempo.
Hoje, algo difícil de se ter - Paciência - tudo é "pra logo", tudo é "pra ontem". Nada pode se apurar, ou envelhecer gradativamente, é tudo na base de um "catalisador natural". algo q ouvi, e nunca esqueci "... tudo hoje é um grande fest food"
Me abstrair. É tudo que as vezes quero, mas sou parte de um todo, mais complexo, menos pessoal. Pretendo conhecer-me o suficiente para poder me (des)construir...sempre.
Continuei andando, tanto, que nem percebi onde estava, e muito menos onde estava indo. Resolvi parar, e me localizar, reconheci depois de um tempo onde estava, corredor das flores, no mercado central.
Então, pela sorte do devaneio, comprei uma rosa e sai de lá, com um lugar em mente.
Olhei o relógio, mais uma vez tenho que me lembrar de me livrar desse marcador "temporal" de stress", já não era tão cedo quanto imaginava.
Estava agora em frente ao destino que me propunha a ir... Um cemitério.
A morada de corpos, que um dia houve vida. É como dizem "do pó fomos feitos e do pó voltaremos". Andei entre as lápides onde muito se escreve sobre dor, saudade, partida e vida eterna.
Ainda podia sentir o cheiro das flores, tinha sido a pouco o dia de finados, estavam lavados, sem pó, com muitas flores e restos de velas...
Fui seguindo... eram tantas Marias, Josés, Antônios e Joaquins...
Parei em frente a uma lápide que tinha o seguinte escrito: "O meu corpo já não habita mais aqui. É verdade, mas o importante de mim ficou. Dentro de vocês." Achei de imensa sensibilidade reconfortante...
Achava que não tinha ninguém mais no cemitério, mas me enganei... vi um movimento rápido. Não resisti ( de novo) sai a procurar...
Me espantei com quem eu encontrei... era ela, a mulher que tinha visto quando estava sentada no banco, eu a encontrei quando não mais a procurava. Desta vez estava de costas pra mim, e estava confrente a uma lápide. Fui aos poucos me aproximando (não sei explicar, mas essa mulher me atraia a atenção), resolvi não desviar por nada nesse mundo meus olhos.
Percebi que ela tinha uma rosa nas mãos. Pensei - ela hoje foi olhar pelos mortos.
Enquanto estava levantando minhas mãos pra perguntar quem era, ela se virou, apesar de achar que ela tinha um rosto familiar, não imaginava que estava enganada, pois aquele rosto, que tanto persegui, perdi e reencontrei era simplesmente... eu!
Acho que consegui sentir meu cérebro parar de funcionar. Era surreal, era eu ali, olhando pra mim mesma.
Não sabia o que pensar. Não sabia o porque daquilo. Será que meu cérebro esta me pregando uma peça? É... só pode ser isso... eu quero que seja isso.
Resolvi ver de quem era a lápide de quem ela estava olhando. Era de mármore branco, sem muitos detalhes, apenas tinha um nome e nada mais, e era o meu.
Mas o que tudo isso que me dizer?
Será que tudo isso é uma grande alucinação?
A mulher "Eu" deixou a rosa em cima da lápide. Olha pra mim e disse, que tive a oportunidade única, de me ver e de ser olhada para poder ter a oportunidade de me desconstruir, e chegar a novos fins.
Será que ao sentar na janela da minha casa verde, vendo várias pessoas passando, me pego pensando o que elas são "Qual problema passa na cabeça desse senhor?" "Será que dormiu bem aquela senhora?"
Acabei caindo na armadilha de observação e quem sabe uma tentativa de adivinhação. Mas a rua esta calma, ou seja, nada de mais, nada que possa dizer que fugiu dos padrões de se dizer "anormal".
Dia ensolarado, os pássaros continuam cantando, as flores ainda exalam suas essências, as árvores ainda faz-se cair as folhas.
O cara que mora na casa branca, lava seu carro, como sempre... com muito esmero, quase como se tivesse ele mesmo se lavando.
Resolvi então sair de casa, sem direção certa, apenas com algum dinheiro na bolsa e a maquina fotográfica para registrar algo.
Na rua mais uma vez me dei conta que não sou parte isolada do mundo. Que de alguma forma faço a diferença, que ao conhecer uma pessoa não só ela ganha mais uma pessoa (quem sabe na melhor das hipóteses), um amigo, eu também acabo ganhando.
Me lembro de ter conhecido uma pessoa muito especial a algum tempo atras, Um verdadeiro amigo, conselheiro, um anjo... Uma daquelas pessoas que nunca esquecemos, que nos abraça som um sorriso e nos reprime com um olhar.
Ainda na rua, olhava as pessoas apressadamente, passando umas entre as outras. Resolvi então parar um pouco, sentar no banco da praça, e pude ver as mais diversas pessoas...
Mas, uma coisa depois de quase uma hora sentada, me chamou a atenção. Uma moça muito bonita e elegantemente vestida. Não consegui ver o rosto, mas aparentava ser um rosto conhecido.
Acompanhei-a com os olhos por mais de um minuto e resolvi segui-la, não sei o que me deu, mas eu a segui. Tentava não me distrai com nada, pois tinha medo de perde-lá, mas pro uma fração mínima de segundos olhei para o lado, quando voltei ao meu foco inicial, este já havia desaparecido.
Apesar de andar mais um pouco, procurei em todas as direções, não achei mais ninguém, nem semelhante, nem sombra, nem nada.
Resolvi sentar agora em outro banco, o sol estava ainda forte, mas por causa do bom humor do vento, não fazia calor. Olhei para a almendeira, para suas enormes folhas, foi quando olhei para o raio de sol que começava a me "consumir" pelos pés. Olhei para o céu e percebi o quanto nós somos egocêntricos.
Ainda hoje dizemos indiretamente que o sol que gira em torno da terra. O sol é q nasce. E é também o sol que se põe. Incrível como não perdemos o habito de descrevê-lo com as nossas vontades.
Com essa reflexão toda, me tornei momentaneamente uma defensora dos astros, cometas e estrelas oprimidas e indefesas.
Ri do meu alto grau que levei meu pensamento.!!!!!
Mas minha maior vontade na verdade, era poder me desligar por um grande momento dos meus pensamentos. Quase um estado que se assemelha a meditação dos monges tibetanos. Sem dor, sem ouvir, sem pensar...apenas me desligar do mundo, do meu mundo... Mas meditação exige muita da pessoa - disciplina e paciência - duas coisas qie se aprende com o tempo.
Hoje, algo difícil de se ter - Paciência - tudo é "pra logo", tudo é "pra ontem". Nada pode se apurar, ou envelhecer gradativamente, é tudo na base de um "catalisador natural". algo q ouvi, e nunca esqueci "... tudo hoje é um grande fest food"
Me abstrair. É tudo que as vezes quero, mas sou parte de um todo, mais complexo, menos pessoal. Pretendo conhecer-me o suficiente para poder me (des)construir...sempre.
Continuei andando, tanto, que nem percebi onde estava, e muito menos onde estava indo. Resolvi parar, e me localizar, reconheci depois de um tempo onde estava, corredor das flores, no mercado central.
Então, pela sorte do devaneio, comprei uma rosa e sai de lá, com um lugar em mente.
Olhei o relógio, mais uma vez tenho que me lembrar de me livrar desse marcador "temporal" de stress", já não era tão cedo quanto imaginava.
Estava agora em frente ao destino que me propunha a ir... Um cemitério.
A morada de corpos, que um dia houve vida. É como dizem "do pó fomos feitos e do pó voltaremos". Andei entre as lápides onde muito se escreve sobre dor, saudade, partida e vida eterna.
Ainda podia sentir o cheiro das flores, tinha sido a pouco o dia de finados, estavam lavados, sem pó, com muitas flores e restos de velas...
Fui seguindo... eram tantas Marias, Josés, Antônios e Joaquins...
Parei em frente a uma lápide que tinha o seguinte escrito: "O meu corpo já não habita mais aqui. É verdade, mas o importante de mim ficou. Dentro de vocês." Achei de imensa sensibilidade reconfortante...
Achava que não tinha ninguém mais no cemitério, mas me enganei... vi um movimento rápido. Não resisti ( de novo) sai a procurar...
Me espantei com quem eu encontrei... era ela, a mulher que tinha visto quando estava sentada no banco, eu a encontrei quando não mais a procurava. Desta vez estava de costas pra mim, e estava confrente a uma lápide. Fui aos poucos me aproximando (não sei explicar, mas essa mulher me atraia a atenção), resolvi não desviar por nada nesse mundo meus olhos.
Percebi que ela tinha uma rosa nas mãos. Pensei - ela hoje foi olhar pelos mortos.
Enquanto estava levantando minhas mãos pra perguntar quem era, ela se virou, apesar de achar que ela tinha um rosto familiar, não imaginava que estava enganada, pois aquele rosto, que tanto persegui, perdi e reencontrei era simplesmente... eu!
Acho que consegui sentir meu cérebro parar de funcionar. Era surreal, era eu ali, olhando pra mim mesma.
Não sabia o que pensar. Não sabia o porque daquilo. Será que meu cérebro esta me pregando uma peça? É... só pode ser isso... eu quero que seja isso.
Resolvi ver de quem era a lápide de quem ela estava olhando. Era de mármore branco, sem muitos detalhes, apenas tinha um nome e nada mais, e era o meu.
Mas o que tudo isso que me dizer?
Será que tudo isso é uma grande alucinação?
A mulher "Eu" deixou a rosa em cima da lápide. Olha pra mim e disse, que tive a oportunidade única, de me ver e de ser olhada para poder ter a oportunidade de me desconstruir, e chegar a novos fins.
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